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Embalagens e Paletes de Madeira - Índices do 2.º trimestre de 2018

- Categorias: Notícias

Evolução dos índices no 2.º Trimestre de 2018

Infelizmente para alguns e felizmente para outros, voltamos a repetir-nos neste balanço.

Com esta 8ª subida consecutiva do índice CEEB, as nossas estimativas do ano passado mostraram‑se corretas. No entanto, provavelmente subestimámos a sua amplitude...

O CEEB situa‑se em 131,8 pontos contra 127,3 no trimestre anterior, ou seja uma subida de +3,5%. Nos últimos 12 meses a subida é de 9,3% e de quase +12% desde o último ponto baixo do 3. trimestre de 2016.

O efeito de recuperação com o HPE mencionado no nosso boletim anterior está confirmado, mas continua, no entanto, relativo. O diferencial entre os 2 índices reduziu‑se em 1,4 pontos.

O índice alemão continua a progredir com uma subida de 3,1 pontos em comparação com o trimestre anterior, ou seja +1,8% e +12,8% nos últimos 12 meses.

 

Qual será a tendência nos próximos meses ?

O próximo encontro anual das vendas de outono aproxima‑se a passos largos e deverá determinar a tendência, mesmo que as vendas de gré à gré possam vir a ser ainda mais importantes do que no ano passado.

Tendo em conta a procura, não vemos razão para uma diminuição da pressão de subida exercida pelos proprietários florestais.

Além disso, o aumento dos custos energéticos não parece ter sido integrado, ou totalmente integrado, nas subidas anteriores.

Poderá ser tida em conta neste regresso, mantendo a pressão sobre os compradores.

As carteiras de encomendas e os planos de produção, tanto nas serrarias como na produção de paletes, parecem tão preenchidos como antes do verão. Os prazos de produção para produtos específicos podem atingir até 4 semanas, ou mais...

A preocupação dos produtores quanto ao seu nível de atividade não está na ordem do dia. Em contrapartida, a pressão dos clientes, tanto nos prazos de entrega como no controlo da qualidade, é muito maior. Isso poderá servir de contrapeso às subidas sucessivas e mal aceites pelos clientes.

 

Do ponto de vista macroeconómico :

Pela 1ª vez desde 2012, a taxa de inflação ultrapassa os 2% em 12 meses móveis, mas é preciso reajustar, excluindo os produtos de elevada volatilidade como o petróleo e a energia. Assim, a inflação mantém‑se abaixo de 1%.

A inflação parece, por enquanto, manter‑se sob controlo, mas o impacto no poder de compra não será negligenciável por isso. Por essa razão, pensamos que um retorno inflacionista não é provável, mesmo que uma inflação «controlada» em torno dos 2% em 12 meses permitisse reduzir as dívidas do Estado a custos menores...

A estabilidade dos preços, ou mesmo a desinflação, parece ter ficado para trás, mas o limite será a capacidade da economia em absorver as subidas sem, contudo, reduzir o consumo.

Os últimos indicadores nesse sentido alertam para uma desaceleração do consumo assim como para um nível de confiança que voltaria a descer.

 

Próximo Boletim

Durante Novembro‑Dezembro de 2018 com a divulgação dos índices do 3. Trimestre de 2018

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